
( Tks Tânia!)

Muita coisa ficou por ver, mas aqui está o que eu realço este ano em matéria de cinema:
Melhores Filmes:
Não vou falar individualmente de cada filme, porque já fiz posts sobre a maioria deles.

1º Letters from Iwo Jima de Clint Eastwood
2º Control de Anton Corbijn
3º Les Chansons d’amour de Christophe Honoré
4º Zodiac de David Fincher
5º Eastern Promises de David Cronenberg
Melhores Filmes de Animação:

1º Tekkonkinkreet de Michael Arias
Apesar de ser da autoria de um realizador americano, é tipicamente japonês, já que é baseado na obra de um autor nipónico, e feito com uma equipa daqueles lados do oriente. Um filme fortissimo, sobre a história de dois rapazes de rua, numa cidade fria, que impressiona, tanto pelo dramatismo da história, como pelos incriveis cenários e animações que são realmente de ficar de boca aberta, tal é por vezes o detalhe escondido nos panos de fundo. O único senão do filme, é alongar-se em certas partes de climax o que por vezes se torna cansativo, e desdobrar-se em demasiados vilões, que por vezes tiram o peso uns aos outros. No entanto o resultado no geral compensa completamente estas falhas.
2º 5 Centimeters per Second de Makoto Shinkai
Á primeira vista, e por certas imagens pode parecer apenas mais um filmezinho romantico de fazer suspirar rapariginhas. Não podia estar mais longe da verdade no entanto. Sim, gira em torno do amor, mas não do romantismo fácil, e sim nas suas incongruências e vazios e em como é fácil se cair na abstracção no mundo corrente e deixarmos-nos levar pela maré. Mais ou menos conformados, os pequenos azares e desejos não correspondidos são por vezes mais importantes do que se podia imaginar.
3º Ratatouille de Brad Bird
Mais um belissimo filme da pixar. A animação em 3D é exelente e está impecável ao longo de todo o filme. Pode não ser o habitual filme cómico de animação deste estúdio, mas ganha muitos mais pontos com a sua simples história de coragem e determinação, capaz de fazer qualquer um sonhar. Outro ponto alto, na minha opinião foi o facto de, ao contrário do que vem sendo feito correntemente, as vozes das personagens são realmente feitas em torno das mesmas e não o contrário, numa tenativa de colar grandes estrelas de hollywood aos filmes.
4º The Simpsons movie de David Silverman
Sou uma grande fã dos simpsons, por isso este filme não podia deixar de estar nesta lista! De qualquer forma, foi um filme de que gostei imenso e que me deu imenso gozo, mesmo que tenha sido em jeito de episódio grande, não me desiludi. Achei adorável terem gozado mesmo com a faceta de série televisiva, ou o facto de terem brincado com os grandes filmes de animação da disney, na cena romantica da Marge com o Homer. Óptimo para rir!
Melhores Bandas Sonoras:

1º Various Artists – Les chansons d’amour OST
2º Jonny Greenwood – There will be blood OST
3º various Artists – Across the universe OST
4º Nick Cave and Warren Ellis – The Assassination Of Jesse James By The Coward Robert Ford OST
( Não, ainda não ouvi a banda sonora do I’m not there, senão provavelmente faria parte desta lista)

E como não podia deixar de ser, aqui ficam os best of do ano, na minha insignificante opinião:
Melhores álbuns do ano:
Obviamente muita coisa ficou por ouvir, e muito álbum de 2007 continua em lista de espera para eu ainda escutar, mas já só possivelmente em 2008, por isso o mais provável é depois arrepender-me de algumas ausências, como me acontece sempre depois…mas de qualquer forma cá está ela:

1º Radiohead – In Rainbows
O que há a dizer mais do génio de Thom Yorque e comapnhia…assim que saiu a noticia do lançamento do álbum para este ano, sabia que iria ocupar este lugar, e não me enganei. Os Radiohead atingiram a maturidade da sua fase pós- Kid A, o caminho a seguir parece agora mais claro ( será mesmo??) e isso reflecte-se em mais uma obra prima, que me agarrou de uma ponta à outra, com momentos que só a magia dos Radiohead poderia providenciar. Prova disso são temas como Nude ou Bodysnatchers. Apesar do seu lançamento bem na recta final do ano, depressa se tornou a banda sonora de eleição.
2º Of montreal – Hissing Fauna, are you a destroyer?
Já há muito que tinha decidido, que este trabalho dos Of Montreal ocuparia o 1º lugar na minha lista do fim de ano, não tivessem entretanto os Radiohead trocado-me as voltas. No entanto o Hissing Fauna foi a banda sonora que mais me acompanhou ao longo do ano, e onde na minha opinião o talento de Kevin Barnes mostra todo o seu máximo. Adoro as letras pessimistas e angustiadas a contrastar com as melodias festivas e quase carnavalescas. Músicas como Gronlandic Edit e She’s a rejector são autênticos extases para os ouvidos
3º Lcd Soundsystem – Sound of silver
Na minha opinião os Lcd Soundsystem conseguiram superar o seu álbum de estreia com este Sound of Silver. Sempre com a sua sonoridade única perservada e exelentes letras, um álbum magnifico do principio ao fim. Toda a música electrónica deveria ser assim.
4º Rufus Wainwright – Release the stars
Para mim Rufus não desilude, grandes músicas como Going To a Town e Do I dissapoint you, mostram que o canadiano está inspirado e recomenda-se vivamente. Belissimo!
5º Spoon – ga ga ga ga ga
Esta foi outra das minhas certezas para esta lista desde muito cedo. Um álbum muito viciante e divertido com a sua sonoridade pop fresca e viciante não deixando de ser também trabalhada. Muito bom!
6º The Shins – Wincing the night away
Os The Shins já se podem encontrar na categoria das bandas que não connseguem fazer um mau álbum, pois nunca desiludem, melodias lindissimas que nos agarram e fazem sonhar. É impossivel não gostar
7º Arcade Fire – Neon Bible
É verdade que Funeral foi melhor, e que o Neon Bible não é propriamente muito inventivo em relação ao anterior, no entanto tudo é desculpado com momentos tão brilhantes como No Cars Go ou Keep the Cars Running. Continua a ser absoltamente imprescindivel!
8º Jens Lekman – Night Falls Over Koterdala
A Suécia já há muito tempo que nos traz muita coisa boa, Lekman não foge à regra, um álbum que nos encanta do inicio ao fim, com a sua pop inteligente.
9º Celebration – The Modern Tribe
Para mim os filhotes dos Of Montreal. Uma óptima estreia
10º Blonde Redhead – 23
A voz melodiosa de Kazu Makino, juntamente com a sonoridade improvável e destinta dos blonde redhead, fazem deste álbum um dos pontos altos deste ano.
11º Arctic Monkeys – Your Favourite Worst Nightmare
Tendo em conta que no ano passado ocuparam a 1ª posição na minha lista, esta é uma queda considerável, não acho no entanto nem de longe que este seja um mau álbum, mas simplesmente ficou-se um pouco por mais do mesmo. No entanto quando mais do mesmo é assim, ás vezes é mais positivo do que negativo.
12º Maia Hirasawa – Though I’m just me
Se Regina Spektor fosse sueca soaria assim
13º Pj Harvey – White Chalk
Não é preciso falar muito quando se trata desta senhora, um álbum talvez mais calmo e de melodias mais serenas em relação aos seus anteriores, mas não é preciso olhar à lupa para ver que a força continua intacta.
14º The White Stripes – Icky Thump
Mais outro nome que despensa apresentações, os white stripes voltaram ao que já nos tinham habituado antes do seu anterior trabalho, e recomendam-se vivamente.
15º Club 8 – The boy who couldn’t stop dreaming
Mais pop sueca melodiosa, a saber a algodão doce, um autêntico mimo para os ouvidos
Melhores concertos:

1º Acade Fire no SBSR – A derradeira experiência espiritual, um dos melhores a que já assiti!
2º Rufus Wainwright no Coliseu dos Recreios – Falei já sobre ele uns posts abaixo
3º Lcd Soundsystem no SBSR – O carisma de uma banda Rock, a energia de uma pista de dança e foi mesmo no que se tornou o recinto do Super Bock, uma verdadeira pista de dança ao ar livre, com todo o público na mais pura euforia.
4º Editors no Pavilhão do Restelo - A critica feita aqui pela je no bside.
5º Arctic Monkeys no Coliseu dos Recreios – Muita muita energia e velocidade, muito bom concerto, mas teria sido melhor se eu não tivesse ficado tão atrás (malditos fanáticos que vão para a porta desde manhã!), no entanto a pouca comunicação da banda tornou o momento muito pouco único e especial, o concerto no garage, o ano passado, foi tão melhor…
6º The White Stripes no Oeiras Alive! – Jack White mostra de forma incrivel, como consegue quase sozinho encher completamente um palco enorme, no entanto talvez por as espectativas serem tão elevadas e também devidà ausência de algumas músicas, o concerto não me deixou tão satisfeita como esperaria. Talvez a encerrar a noite ou em nome poróprio, tivesse corrido melhor.
Melhores músicas:

1º Battles – Atlas
2º !!! – Must be the moon
3º Of Montreal – Gronlandic edit
4º Rufus Wainwright – Going to a town
5º Lcd Soundsystem – North American scum
6º Radiohead – Bodysnatchers
7º The Shins – Phantomb limb
8º Arctic Monkeys – Brianstorm
9º Patrick Wolf – Magic Position
10º Klaxons – Golden Skanks
11º Arcade Fire – No cars go
12º Bjork – Earth intruders
13º Interpol – Heinrich maneuver
14º Architecture in Helsinki – Heart it races
15º 1990s – You made me like it
16º Pj Harvey – When Under Ether
17º Maximo Park – Books from boxes
18º The White Stripes – Icky Thump
19º Blonde Redhead – 23
20º Bloc Party – Hunting for witches
Melhor capa de álbum:
Beirut – The flying cup club(Para compensar não o ter posto nos melhores álbuns do ano)
Melhores videos:
1º Bat for Lashes – Whats a girl to do
Ainda não ouvi o álbum todo das Bat for Lashes, até porque durante algum tempo não tinha grande vontade, já que as punha na categoria do que eu por vezes chamo, música-de-rapariguinhas-aos-suspiros, no entando com o tempo os singles lá foram entrando. Adoro este video, faz-me lembrar o imaginário de Donnie Darko, e é para mim o melhor do ano.
Sim, sim o das t-shirts. Dispensa apresentação.
Retrata completamente o espirito da música, e é Bjork tipico, muito bom mesmo!


Um dos livros qe li este Verão foi, A vida de Pi de Yann Martel. O livro conta a história de um rapaz indiano, Piscine “Pi” Molitor Patel, filho do dono de um zoo, com um peculiar e precoce interesse em religião, e a sua aventura como naufrago no Oceano Pacífico.
Aconselho desde já vivamente o livro, que é um autêntico “page turner” que nos trasporta para o mundo de um rapazinho, que se vê na mais incrivel das sitações e da sua relação, de ao mesmo tempo luta e dependência do seu companheiro de viagem, um enorme tigre de bengala. Todo o seu percurso e peripécias incriveis são sempre absorventes, até chegarmos a um final que em poucas linhas nos faz repensar completamente todo o resto do livro. Mas não revelo mais nada, porque o melhor é mesmo ler!
O filme aliás, deverá estar pronto em 2009 e não poderia estar em melhores mãos, depois do interese de M. Night Shyamalan, o projecto ficou entregue a Jean-Pierre Jeunet ( Le fabuleux destin d’Amélie Poulain, Un long dimanche de fiançailles etc.)
Entretanto está para sair também uma edição com ilustrações de Tomislav Torjanac, o vencedor do concurso para a criação desta mesma edição especial, à qual se pode dar uma espreitadela aqui.

Este ano, não há árvore de Natal gigante em Lisboa para ninguém, mas bem que os senhores da câmara, podiam seguir o exemplo de nuestros hermanos e apostar numa árvore bem geek, como esta aqui em Madrid! Não ficava tão giro ali em pleno Terreiro do Paço?

Para ver também o pacman em movimento, é ver o video!

Hilariante! Acho que ainda era capaz de perder umas belas horas da minha vida a ver isto, ou já não bastasse o tetris real ser a coisa mais viciante já inventada.
Made in Japan, claro.


Já fui ver, o já muito falado por aqui, Control e posso desde já dizer que adorei cada segundo. Anton Corbijn presenteia-nos com uma fotografia lindíssima em todo o filme, que nos consegue transmitir toda a dor e melancolia de Curtis. Desde os seus tempos de adolescência incomformada, até à espiral de sofrimento, por amor, culpa, transtorno perante a fama e a sua convivência com a epilepsia, que o levam para um lado demasiado negro, do qual não consegue regressar.
A corda sempre presente na cozinha como se o esperasse, e a última vez que fala com Deborah e em que já não consegue sair da escuridão em que se tinha embrenhado, são algumas das molduras, que compõe o retrato de uma vida que terminou apenas aos 23 anos de idade.
O filme mostra-nos a constante divisão na vida de Ian Curtis, o choque da sua vida de trabalhador banal e igual a tantos outros, com uma mulher timida e caseira, e já com as responsabilidades da paternidade, e o contraste com o mundo de estrela de rock em ascenção com uma amante sofisticada e independente, o seu verdadeiro escape.
A culpa corroi-o, tal como a sua doença e as sucessivas crises de epilepsia, com ataques cada vez mais dramáticos e frequentes. Não consegue evitar que o seu mundo “caseiro”, se torne cada vez mais um apêndice exterior a si mesmo, com o qual não sabe lidar. A fama, dantes pretendida, não lhe traz satisfação, torna-se como uma corda bamba sobre a qual sente perder o controlo. A sua morte foi a saída, que fracturado, conseguiu encontrar.

Sam Riley é sempre exemplar em todo o filme, conseguindo sempre extrapolar um Curtis credível e ao nível do mito, humanizando e abrindo um pouco do livro fechado do seu rosto. Sendo seguido pela também exelente Samantha Morton no papel da esposa de Curtis, Deborah.
Num filme, praticamente sem falhas, somos embrulhados no universo dos Joy Division, e numa época excitante musicalmente, numa geração filha de nomes como Bowie e Lou Reed que procurava novos caminhos. Surgiam grupos como os Sex Pistols, contestatários por natureza, e a cinzenta e precária Manchester era o ninho ideal para uma das mais emblemáticas bandas da famosa Factory, de Tony Wilson.
Interrogo-me com a visão que terá a filha de Ian Curtis, Natalie , do pai que se suicidou quando ela tinha apenas 1 ano de idade. Talvez seja por isso, como ela própria diz, que se tenha tornado fotógrafa, devido a todo o impacto que lhe causou a imagem do pai, que só conheceu através de fotos e artigos em revistas de música.
Curioso é também espreitar, o seu olhar sobre as filmagens do filme sobre a sua vida, como esta acima de Sam Riley e Samantha Morton. A reportagem completa do Guardian e mais fotos aqui.


Depois da votação dos mais cool do mundo da música, ( já agora ficou o John Lennon em 1º) a NME quer agora a lista dos mais sexys, do universo musical recente e convidam à votação de 1 a 10 nos atributos físicos dos meninos e das meninas.
Falando no que interessa nos rapazitos, não me surpreendi de ver, que o actual primeiro lugar na lista é ocupado pelo Mathew Bellamy dos Muse, impossível resisitir a tanta sexsiness com a guitarra. Mas no entanto, apesar de por lá andarem nomes como Johnny Depp ( para quem ainda não sabe desta sua faceta, o actor é um grande amigo de Noel Gallagher, tendo tocado guitarra na música Fade In-out do álbum Be Here Now), ou Alex Turner para votação, nenhum destes entra na lista, enquanto que o senhor Pete Doherty lá está cimeiro.
Deve haver muito boa gente com o complexo Kate Moss, mas eu decididamente não entendo! Se há coisa que não axo sexy é o Pete Doherty e o seu cabelo lambido e olheiras de ressacado. Mas pronto valha-nos ao menos o bom gosto da presença de alguns dos meninos dos Strokes, que sim, são dignos de marcar presença numa lista destas.