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Disney de volta ao 2D?

Fevereiro 13, 2010

Já não era sem tempo que a Disney voltava ás suas raizes e lançava no cinema um novo filme em animação tradicional. Nunca percebi porque é que especialmente nos Estados Unidos animação passou a ser sinónimo de filmes em SGI, os clássicos da Disney nunca passaram de moda e sinceramente há muita coisa que simplesmente não resulta em 3D.  Basta ver como os momentos musicais são muito menos emblemáticos, algo que dantes resultava e era inclusivamente característico dos filmes de animação da Disney. Na minha opinião, o 2D capta muito melhor as expressões e dá normalmente um tom mais humano aos personagens, com movimentos mais fluidos e naturais, já para não falar no uso de diferentes designs de personagens que podem dar sempre uma estética diferente ao filme. Será que obras como a Bela Adormecida com o seu visual inspirado nos traços medievais, ou Hercules na arte grega clássica, ou simplesmente a cena inicial da Bela e o Monstro explicada em vitrais, resultariam tão bem em 3D? Sinceramente não acredito.

Talvez seja por isso que nos filmes de animação em 3D  se opta muito mais por histórias de animais, porque parece ser o que realmente resulta melhor, já que com humanos ou parecem bonecos saidos daqueles filmes horriveis em 3D da Barbie, ou são mais caricaturados, o que parece ser o que realmente funciona de forma melhor. No entanto, será que são necessários assim tantos filmes do género, o castor que queria ser informático ou a baleia que pensava que era foca?

Obviamente que há filmes fabulosos em 3D, e também não acho que estes devam deixar de ser feitos. Filmes como ratatouille, Wall-E, Up, 9 ou Toy Story, são fabulosos, possuem realmente história e um cuidado adicional com as personagens, cenários e de interpretação de vozes, sendo que inclusivamente são obras que devem ser claramente em 3D, já que é a técnica ideal para dar cor ao mundo em que se inserem.

No entanto já faziam falta filmes que recriassem a magia o tratamento de personagens e a expressão que só o 2D muitas vezes consegue dar, sendo que os únicos que neste momento cumpriam esta função eram mesmo os lançados a Oriente, especialmente no Japão onde o 2D é a ferramenta de preferência, inclusivamente em jogos de computador. Estúdios como a Ghibli, outrora chamada de Disney do Japão, acabavam por fazer mais este papel de momento do que a própria, lançando filmes maravilhosos, com mensagem, personagens especiais e aliando inclusivamente de forma inteligente o 3D, à técnica mais artesanal de desenho manual.

É curioso, como tiveram de ser antigos responsáveis pela Pixar, agora na direcção da Disney, que tomaram a decisão de fazer retornar a animação tradicional, com este novo The Princess and the Frog, que tem tido excelentes criticas. A ideia para já é lançar uma animação em 2D a cada 2 anos, o que esperemos que se cumpra, já que filmes como Bolt e Rapunzel eram originalmente para ser lançados em 2D e acabaram por ser em SGI. No entanto a próxima obra lançada no estilo de animação original, será a adaptação do conto de Hans Christian Andersen, The Snow Queen, que me parece ter potencialidade para dar origem a uma história ainda mais interessante e desafiante que este último filme.

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